Licença poética.



Se essa semana não fosse santa, o que seria de nós?
Se deturpassem a razão, os efeitos do chá, a calma e a euforia insatisfeita, onde estaríamos agora? Quem "compraram" tua paz, onde "perderam" tua verdade, onde "fugiram" tua saudade de ontem e repuseram tua história com ilusões à termo? Se fossemos nós, se fossemos ultrajantes de gastar nossa vida sem compasso, se descrêssemos as ordens de nossa seita imaginária e lavássemos o rito do amor com simplesmente a pureza do sentimento, será que estaríamos à salvo? Quem "questionaram" minha capacidade de viver ou "prenderam" minha sedução pelo ardor da descoberta?
Eu "precisamos" de uma escolha que não denote nas suas entrelinhas o que minhas palavras não consentem dizer. Astrologicamente criaram explicações de comportamento, ensinaram ler os corpos, suas poses de poder e suas posturas de fracasso mental, mostraram o modus operandi de olhos que mentem e de bocas que sucumbem à entrega de um beijo, estereotiparam as espécies e me mostraram duas caixas vazias para preencher de emoção - se houvesse.
 
 

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