pornografia própria


Oh, Maria, como tu és ambígua. Falas da lira, da sátira e do calor que faz na extremida sul, do ardor na tua sri lanka e quando vejo, à margem do tejo, toda água que na terra falta surge no teu corpo que se arqueia ao céu num movimento quase saudosista ao prazer. 
Quero falar de sexo - diz. Tua mão sutil vai abrindo o zíper sem desviar os olhos dos meus, logo percebo tua boca quente iniciando um diálogo incandescente com meu membro enrijecido, sinto calafrios que transcorrerem minha espinha dorsal em toda sua extensão. Sem parcimônia, interrompendo a conversa, afasto tuas pernas e travo outra gruerra espermática, acaricio teus seios, tua vagina que logo em seguida avança sobre mim para teu exercicio de pompoar. Subir-descer variando os ângulos dessa trigonometria atritosa e sonora, quase teatral nas expressões, inventando uma pornografia própria, um jeito sem vergonha de transar conceitos novos de climáx no trópico leonino em que o ar alimenta o fogo. 

De quatro
letras é sexo.
Com quatorze
versos é soneto.
De todo jeito,
é poesia.
   

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