texto adiposo do desânimo

Quanta urgência, quanta pressa pra tudo que se faz, nem bem se conclui algo, outra coisa já nos preocupa o relógio. Quanta cretinice das pessoas que nunca se satisfazem ou contentam, por isso mesmo que tenho me sentido meio vagabundo, com vontade de ser gordo e calmo. Deve ser difícil me imaginar gordo, eu sei, e aquela piada de eu ser magro já conheço também, mas me referia a uma gordura de inércia, um estar alienado cumprindo somente as necessidades fisiológicas básicas sem gasto excessivo de energia. Ainda não havia comentado a respeito disso com ninguém, alguns amigos diriam que eu deveria tomar cuidado pra não ser enquadrado em molduras de depressivo, mas que sempre aparentei ser meio estranho, ou que eu precisaria de um videogame e bastantes industrializados para angariar tecido gorduroso com ócio, além de abrir mão do sexo, subir escadas e toda essa coisa que estaria partindo pra uma definição muito sacrificante. Mas pensar nisso também me cansa, qualquer coisa já me da sono e pensar em dormir me da fome. Essa altura já até me desestimulei a terminar de escrever, uma vadiagem psicológica tremenda como se pode ver, uma desordem no impulso de prosseguir com tudo. Devo estar parando, pode ser que eu não esteja vendo mais, pode ser que meu desejo quis satisfazer-se da inconquista. Devo estar paran

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