Deixa eu ler, amor.


Teu cheiro tomou minhas narinas e por muitas vezes desacredito a mim mesmo nas tantas inesperadas reaçãoes que me provocas. Até esqueço de respirar, mas não há de ser fatal, é falta do ar no espaço dos lábios comprimidos.Suprimimos as causas que não colaboram com nosso êxito, motivos maiores são zelados pelo destino traçado. Guardei um verso para susurrar pós amar-te, não sei se foi na manga ou no bolso do casaco, um verso curto para que ele não tomasse por demasia o tempo de tê-la. Sim, esqueci de recitá-lo, sou meio esquecido dos descompromissos que me tateiam a agenda marcada com teu nome garrafal. 
Pula 
a fogueira que o incêndio da nossa química inequívoca faz no quarto farto das roupas que teimam estar em contato com a pele. Sexo em segredo, um perigo devido ao cultivo do homônio ativo resquício pueril. Onde há de ser nosso próximo crime, um desatino, a insanidade no volume cúbico do automóvel? Paradoxo, poliedro triangular e espelho convexo para foto desta noite.
Policie seus atos que dos meus já desisti. Sou um cretino rumo a ti, acarreta-me qualquer dano, recria-me e rasga em picotes minha incorreção de comedimentos inúteis. Somos melhores juntos, atônitos no milharal da zona urbana, tantas fugas, tantas ganas e agora aprendemos a reciprocidade espasmática de corpos inversos.

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