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Mostrando postagens de Maio, 2011

palhaços

você é engraçadinha, eu sou engraçadinho, nossa casa é um circo, nosso amor é uma piada.

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Sentença de forca ou coroa: um reino abundante de felicidade, uma consciência vitrine de barbárie.

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A colher que agora repousa na xícara cumpriu sua sina de misturar os compostos que se afastavam, tombada tem a marca do café que não dissolveu na água quente, tem o doce do açúcar que impregnou nas suas entranhas, tem o sabor do seu ofício árduo que terminou no estalo de um paladar saciado.

Deixa eu ler, amor.

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Teu cheiro tomou minhas narinas e por muitas vezes desacredito a mim mesmo nas tantas inesperadas reaçãoes que me provocas. Até esqueço de respirar, mas não há de ser fatal, é falta do ar no espaço dos lábios comprimidos.Suprimimos as causas que não colaboram com nosso êxito, motivos maiores são zelados pelo destino traçado. Guardei um verso para susurrar pós amar-te, não sei se foi na manga ou no bolso do casaco, um verso curto para que ele não tomasse por demasia o tempo de tê-la. Sim, esqueci de recitá-lo, sou meio esquecido dos descompromissos que me tateiam a agenda marcada com teu nome garrafal.  Pula  a fogueira que o incêndio da nossa química inequívoca faz no quarto farto das roupas que teimam estar em contato com a pele. Sexo em segredo, um perigo devido ao cultivo do homônio ativo resquício pueril. Onde há de ser nosso próximo crime, um desatino, a insanidade no volume cúbico do automóvel? Paradoxo, poliedro triangular e espelho convexo para foto desta noite. Policie seus atos…

Defeque-se.

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Sentou na privada para ter um momento consigo, sua tarefa era libertar o rejeito e pensar em um jeito de transformar suas contradições ideológicas em frases de efeito. O gelado do assento eriçou os pelos de suas coxas, mas logo estava confortável com calça e cueca arriadas. Encaixou os fones de ouvido do mp4 e escolheu a pasta do Raul Seixas: cagar ouvindo música era algo a ser experimentado, era um aspecto revoltoso da sua personalidade que estava para aflorar, afinal, ele não precisava dar explicações a esse respeito. O meio em que o individuo vive, interfere-o. Claro que usava blazer e camisa minutos antes, poderia não ser, caberia usar qualquer outro traje que lhe fosse aprazível, o discutível está nas exigências de seu meio social, que só lhe credibiliza quando sua aparência física faz transparecer conquistas de supérfluos indispensáveis como dinheiro, por exemplo, nunca teve uma percepção tão nítida da importância que toda a humanidade dá a um papel de troca com significância mo…

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As pessoas não prestam, todo mundo já vem com data vencida no rótulo gasto de atrito. Assim que as coisas desfuncionam, assim que a gente se diverte.