Flip Flop

A gente precisa conter despesas, conter o extinto sexual na praça de alimentação, precisamos nos manter adestrados e psicologicamente controlados em nossas ações ou abstenções diárias. Uma cadeia social de regras e afazeres infindáveis que não tendem a nos perturbar muito a mente, ja que para isso deveríamos encontrar tempo disponível para refletirmos, e, se o assunto for de disponibilidade de tempo, perguntem a minha mãe o que ela tem pensado do meu. Pois é, eu preciso mesmo fazer aquele branqueamento nos dentes, pareço uma fumante precoce viciada em café, alguns fios de cabelo branco, um óculos do Harry Potter e estaria feito o estrago na minha reputação; que só por acaso tem no meio a palavra puta justaposta com ação. Não vem ao caso, mas tenho treinado a escrita de algumas palavras de trás pra frente, sabe, exercitar o meu cérebro um pouco. A Silvane trouxe a revistinha do Avon e listei meu nome em uns trocentos artigos de estética, cuidar de si e, nossa como eu engordei nessas duas semanas sem academia! Vou pintar as unhas de lilás e alimentar o Bil que é preto com amarelo, peixinho raro de quatro centímetros exposto em um aquário no canto esquerdo da sala. Logo mais vou à padaria comprar queijo, pensou que fosse pão? Viu como as pessoas são obvias, disso que eu não gosto, dessa forma mecânica e sugestiva de pensar. Vou colocar o CD do Jack Johnson e esquentar uma chaleira de água para tomar um chá ou colocar uma bolsa quente nos rins. Éta ogol, sodireuq!

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