Púbere, Henrique

Desodorante, chave de casa, do carro,
perfume 50ml, celular e caneta.
Escrevo disso um soneto, um poema?
Hum, não!
Hoje é conto pornô e punheta.

E foi assim, fez amor com Amão - sua primeira namorada -, e dormiu exausto de punho e braço. Deixou o membro descansar, desinflar do sangue na palma quente do atrito de epiderme comum. Claro que os hormônios são uma invenção saborosa demoníaca ou metabólica, o fato é que terminou um caso de amor perfeito, porque a desgramada ingênua freqüentava bares em segredo, mas que tanto desejo havia que ele não pudesse saciar? Era necessidade de variar os tipos de carne, ainda não soube da tendência de zoofilia, mas era humana igual, ainda não soube da tendência homossexual, mas era masculina sempre. Enfim, fim. Não importa o quê lá, ele estava relaxado no lençol de seda cinza e logo iria virar para o lado e sonhar com quem quisesse. Um cigarro? Ele não fuma. A puberdade, até que ele viva outra, é a fase mais interessante do ser humano. Todo gozo é clímax, e tudo é paraíso quando o chão é o céu.

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