Agrião é bom de comer e de coração

E então sou eu, e a primeira pessoa conjugada é a que menos pode causar dúvida. Não, aquele que você cumprimenta sorrindo quando volta do almoço não é exatamente tudo que meu espírito guarda. Tem mais, um tanto a mais em cada canto do sujeito com jeito errado de caminhar. Todos são assim. Todos guardam uma história de amor no passado, o nome do primeiro caso de paixão, o maior castigo na escola e uma carga sem fim de medos e retenções de liberdade. Esse negócio de consciência, que me perdoem os justos, é uma grande bobagem e perda de tempo sem fim. Aquela história do pecado, da punição, do inferno e do castigo, que me perdoem os sados masoquistas, é uma tremenda forma de exaltar a imensa estupidez a que se sujeita a humanidade. Eu sinceramente acredito que o meio de tomar para si a felicidade é estando liberto, porque quando você se mutila e acredita que seu erro mais remoto ou recente deve resultar em alguma forma de arrependimento forçado por interferência punitiva do destino, torna, então, inútil a prática de pensamento positivo, caridade, e anula qualquer pretensão de sucesso nos seus planos. As pessoas precisam aceitar que são merecedoras, simples assim, que podem conseguir qualquer coisa que desejem de todo coração. É preciso que aceitem suas riquezas, que se orgulhem de suas conquistas, quaisquer que sejam, e larguem o hábito desagradável de disputarem o tamanho dos problemas ou a intensidade das dores corporais como se isso fornecesse algum tipo de respeito ou status social. Nós devemos aprender a conviver com as lembranças, precisamos nos dar conta que o mundo acontece em nós por primeiro, que os sentimentos habitam nosso interior e que nem tudo há de ser recíproco em modo e intensidade. Todos têm de entender que o perdão nunca pertenceu àquele que errou, mas sim àquele que se sentiu atingido por tal falha e se martirizou por um julgamento que não lhe cabia. Desagrada-me a idéia de ser muito linear ou absoluto: o que faço é buscar o que preciso entender, onde quer que seja, a qualquer momento. Agradecer com sinceridade, manter-se calmo, entusiasmado, perdoar e pensar pelo pólo positivo são meios de estar livre. Essa coisa toda, afinal, não tem nada a ver com religião, mas com manter o espírito puro, deixar viver em si o bem, o amor, a alegria, que no fim serão sinônimos. O vento sopra e não posso fazer nada a respeito. Sou a plenitude de tudo que acredito, um modelo inédito de um estilo antigo. Eu vibro no universo, capto e transmito, sim, é uma troca. Talvez algo a mais. =)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O déspota solitário de Tallinn