Oferenda ao deus da incerteza

(Publicação de escrito antigo, não confere em nenhum quesito com a realidade atual) 

É fim e não à toa aparece no término do ano. Tão explícito e compreensível que eu pude entender completamente a quem pertencia a culpa. Culpa não, isso é só pra tornar a conjuntura mais dramática na minha prática de protagonista. Mas vai, nunca tive problemas em enfrentar esse tipo de coisa, nunca tive problemas em ver o lado lógico de gostar de alguém e logo em seguida gostar de outro ou simplesmente querer lavar roupa à beira do rio pra distrair a vida. É interessante perceber, contudo, que seres humanos sentem de maneira igual ou muito similar, e o mais terrível nisso é ver alguém dizendo exatamente aquilo que você mesmo já havia dito anteriormente. Lá virão os místicos assinalarem castigo do destino ou causa e efeito ou isso e aquilo ou o blá e o blú do burucutú. Esquilos me perdoem, mas no fim pode ser que as coisas prescrevem simplesmente, o motivo do sorriso venceu, excedeu o prazo de validade do amor. Esse negócio de ter esperança é uma grande merda, um abismo seco que puxa nossa sede de mudança. Por favor, evitem planos de final, não orientem as pessoas de como é seu agir em relação a isso, deixe que os minutos estourem pelas horas e haja prazer no todo. Pratiquem "carpe diem", pratiquem liberdade.

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