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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Maria

"Then i kiss your eyes and thank God we're together" (Aerosmith)
Vista de longe a certeza não era plena, tanta gente míope e eu totalmente cego de amor. Isso sim é clichê: amor tá fraturado, saturado e raso. Ainda assim, sem vocábulo mais preservado, era o que havia na total ânsia de estar próximo. Procuro sempre os olhos, a pureza do espírito, e os teus estão verdes para devolver colorido aos mundos que invadem permissivos à felicidade quando acompanhados de sorriso. Mas sabe como é desarmar-se diante d'outro? Pois é; meu estratagema de sobrevivência emocional ruiu e fiquei rendido ao teu lado e desejo. Por isso deixei que ficassem largos os minutos em que pude desenhar os contornos da tua face com meus dedos, tua boca me tomando por inteiro e o cabelo amarrando minhas mãos junto ao teu corpo. Sem ambição ou promessa qualquer, participamos um da vida do outro desbravando-nos em segredos e carícias. Somos cinema e pipoca, um filme antigo, uma natalina bossa nova.
As pessoas se revelam na liberdade de existirem segundo suas próprias escolhas.

Orgulhosamente apresentaaaaa,

um devaneador e sua caneta bailante no branco da folha pura,  inspirado em um pincel que coloriu uma imagem dolorida de vida.


CANETA, LENTE E PINCEL 
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Texto:
Atroz, Luz e Sombra
Ergui uma palafita furada de cupins na revelia que o mar azul dos teus olhos trouxe em dois terços do tempo que durou minha reza platônica carnal. Tinhas esse indômito instinto de criar e procurar distrações em descobertas novas e foi assim que me tornei campo de análise e exploração desta tua ciência insana. Tubo de ensaio sobre a mesa matinal, nosso caso não era teatral, era uma...[Leia mais...]



hei, me engole vai!

"Over the hills and far away,
He swears he will return one day"
(Nightwish)


Terminei com o Rubem (Fonseca), dissequei o filho da mãe com o mesmo ódio que ele usa ao escrever essa putaria enfática da miséria humana. Tomei nota à borda do bloco algumas palavras novas para engodo dos tolos.
Sou o discípulo das veneráveis ninfas verdes que dançam na minha mente depois que a sede saciou. Ab-sinto. Danço simplesmente quando o quadril consente o movimento que desejo, e encarna o santo que sabe o canto do corpo vivo e erétil. Minha jugular inchada do oxigênio lava as bobagens no meu cérebro juvenil marcando o pescoço já roxo do fogo corporal de quem ontem compartilhou lençol. Dias bons correram despreparados, mas agora minha agenda anota compromissos por si mesma requisitando a atenção que ainda não soube dar. Ausentei minha transe destes terrenos, fui pastar um pouco: limpar a mente. Agora retorno, percebem? Oi, eu aqui! Peso no papel, minhas cuecas balançam ao sabor dos ventos se…