Vida Real

Quero fazer um filme, longo em metragem de amor, sexo e estupidez humana. Estou feliz feito canário ao som da gaita de boca, família reunida e carne assando no carvão de pouca brasa, calor de ser amado: pai e mãe é experiência primeira de afeto e "todo sempre" é seu tempo de duração. Não troco por nada, nem por excesso de álcool pela madrugada, nem por fartura financeira ou mudas enxertadas de jabuticabeiras graúdas. Eu quero contar que dei valor aos que me amaram por inteiro, vou denunciar a qualquer um que minha teimosia era inteligência forçada pra fazer o bem maior, vou mostrar meu sangue fiel e vou dizer que no sabor amargo do fel o açúcar é troféu de sobrevivência. Estejam perto os que compreendem meu defeito maior: sou temor e desejo, impulso e brotoeja no verão de janeiro. Olhem bem, levo jeito pra bancário? Dúvidas que hajam, tenho aprendido cruzando por cadáveres que realmente a vida é feita de etapas, acreditem em Deus na entidade meia-pá ou nas margaridas do meu quintal, destino há!

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