Passar / Café

Aquele que ultrapassa a própria acepção e desembarca nas possibilidades infinitas de ter em si aflorados os devaneios alheios, aprende o contorno de sua personalidade e se permite viver a inter-subjetividade de forma mais intensa e construtiva. Cada um existe no tempo do sentimento que desperta n'outro.

Eu gosto de gente boa, gente feijão com arroz e suco de laranja, com suingue de índio branco audacioso. São essas as pessoas com as quais me identifico e escolho ter próximas da melhor e mais viável forma possível. Foi ontem que eu estive lendo um desses best selers que não nos deixam entender porque tanta gente compra literatura ruim, dai parti pra quem escreve com o tesão da descoberta, quem escreve com paulada de ódio ou mel do fim de tarde de quarta-feira e lá estava Leticia Palmeira, Sonhadora (fiéis leituras) e meu estimado amigo Jhony Rodrigues Pereira, ascendente intelectual e jurisconsulto promissor - não tome como derrame elogioso, mas sim constatação - escrevendo novamente no seu mais novo universo paralelo. Café Expresso é denominado, ao fundo a foto tirada no "Le Café", muito conveniente eu diria, um blog de naturalidade pura, de vida real e tratos do estudo do direito. Lembra muito as conversas interessantíssimas nos intervalos, isso quando ainda éramos colegas de trabalho, ele, sua caneca metálica e café morno, bancos na cor do mogno e Marina em tons de companhia agradável ou emoções concentradas quando no descer da escada até o térreo. Mas o que muito chamou minha atenção na verdade, foi a tamanha generosidade ao me colocar num patamar tão respeitável dizendo que havia dado um giro pelos blogs "dos "famosinhos", tipo David Coimbra, Daniel Soares, Thedy Corrêa, Tadeu Marcon, Carlos André Moreira, entre outros", tive de soltar um riso do gênero gratidão e assim esta postagem se tornou necessária.

Vai que eu vou
reto neste verso
meio certo nesse treco
adentrante do espectro
da escrita sépia-sabiá
canto de engasgo.

Limpo do título de ímpio
uso preto que é mais sujo
faço seita em desuso
e penduro colar colorido
cruzado no peito pra dançar.

Ê o lá,
vai que eu vou
pôr traje de escritor
fazer ultrajem ao sucesso
que minha ambição errada
assilábica, rima branda
atolada de samba,
atrela.

Ê
o

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