Compressores Psicológicos

Colhi a madeira boa dos armários velhos para construir uma casa de cupins celestiais. Minhas espinhas estouram contra o espelho, o qual condena a beleza que pouco tenho. Cruzo as pernas e filtro o que ouço de desacato como fuligem da fumaça. Há sucata no meu quarto, sou eu fantasiado em trapo, e folhas de papel que forram a parede de tijolos com sabedoria concreta, uma bola de cristal, a capa de ritual e compostos armazenados em meu baú celta. Espasmos quando quero que de plasma seja minha (tele)visão, pasmo faço aposta de arrombo da massa substanciosa que me sufoca. "Cancelar procura" e clico sobre, esse botão poderia existir na minha vida quando não encontro o item cobiçado. Mas dos teus respeitos eu entendo, subtenda ideia de mistério certo, impulso sobre húmus, desliza a hora, arreio firme para esse animal de pouca doma que sou, bússola para essa perdição que me provoca, lambada e coxa, lambida e fixo, bebida e arquitetura diferente de planos igualmente subconscientes.

Má companhia sou hoje,
uma reza e um versículo.
Faça minha bainha,
ladainha e terapia:
comamos miojo
ou plantemos bambuzais.
Indisposição e prefixo
de negação em todas as palavras
assadas na nossa prosa quente.
Não fui com tua cara,
e se desconhecesse sentimento
iria dizer que descontento 
não pertence ao mesmo gênero.

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