Glaucia Sognante


Eu comigo, o Lírico e o Verídico. Estátua de Bronze e Fratura Exposta, respectivamente. E frequentemente um faz o outro de bobo e os dois riem sempre juntos, um ama cada qual sua realidade, suas mulheres e piedades. Glaucia que traga estirpe, que traduza ou misture o que ambos procuram e distinguem. Surgiu na história, criou estória e dança balet entre uma e outra abrindo janelas e gritando judiares pelos meus galpões. Por certo que eu seria bom partido - disseram-me -, se mais verídico e menos lírico, mas partido já não é completo, dividida ao meio não há política que convença. Minha ascenção contínua é queda livre libertina pra pureza conservada em mim, compro isqueiro branco pra acender cigarro light: pai de santo, um demônio meio sonso, tipo novo de interpretação.
Aqui acolá tenho ânsia de te dar resposta-poema, Jurema que é árvore, Morfema é parte mínima de significação. Morfema é o vírus do computador da Jurema, mas Glaucia tem problemas com partes mínimas de significação. Radical. Nosso sentimento é parassíntese, um aglutinando ao outro, justapondo conto, derivando tudo que é impróprio de forma híbrida e com onomatopéias, pondo acentos graves puníveis em toda parte. Acho sim, que nada foi arte vã.

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