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Mostrando postagens de Agosto, 2010

Glaucia Sognante - A metáfora.

Sonho é feito cadeira de balanço, que te leva para um lado e outro, um embalo morno que termina quando cai a xícara quebrando a ilusão que se tinha daquele ser melhor que a realidade da vida. Marco no marco uma meta e meta adentro sem dó, até ver completo o tubo de ensaio do teatro químico que há entre nós. De ti vem a combustão que tenho, uma inspiração que desenho em um quadro de letras grandes três palavras que ainda não disse: EU TEnho AMOras no quintal da minha casa, bem no fundo uma árvore vistosa e você sente o mesmo por mim quando experimenta este fruto.

Fofocaê!

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Não falo pelos cotovelos, falo pelos joelhos, sobre-conto o que já era sabido e coloco fatos novos de conhecimento exclusivo. Acontecido recente é do púbis rapado e axila peluda, Moisés disse que D. Ariscléia nua é um susto! Bem se via que andavam juntos ultimamente, sumiam repentinamente e dias depois mal se olhavam na cara. Levou tempo cortejando-a, viúva cobiçada e hoje é mal falada. Correu a cidade o boato e é por isso que tenho verdadeira aversão a gente alcoviteira. Um tanto de coisa acometeu minha semana e o vizinho Roberto também me entupiu de fofocas novas. Bem sabe ele que não gosto disso, escuto por educação, por pena inclusive, pobre homem tem uma esposa que se deita com metade dos vendedores da feira e a outra metade completa com os técnicos da companhia de água. Sede não há de passar, nem subnutre por falta de verdura. Mas não precisamos comentar a esse respeito, antes sim deveríamos criticar a despeitada dona da pensão, a fim de que fosse mais seletiva com seus hóspedes…

Ex.

Vi e vivi.
Vivianos atrás com Viviane.

Costureira - Ponto sem nó.

Pão de mel e
faz suco disso
que é laranja do céu. Paraíso, amor  e romantismo todo que dura pouco.

Percebe o indício?
Mulher sem véu,
sol de solstício
hemisfério só
o norte mais longe.

Linha sem carretel,
não há caminho.
Agulha sem linha,
não faz ponto
nem prende
perfura, sem costurar.

Entrevistadeu

Fui posto contra a minha parede imaginária, ainda surpreso - suspenso -, dancei ao som de indagações certas. Tiro longo, estrago grande e pedaços de mim apareceram para todos que quisessem ver!
O que existe neste, o que ele não deixa que apareça, onde é o vacilo do seu prazer? Descubra, se for capaz. Extasie-se, se puder.
CONFIRA, no Link abaixo, em entrevista concedida a Marcelo Novaes.
- Marcelo conversa com Tadeu Marcon -
Muito Obrigado! :D


Eu não vendo ideias falsas.  Só faço você descobrir que existem coisas boas e pouco caras. Compre se quiser!

Ego Grand

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É a mim que pertence o gozo e não sei bem se é pena ou nojo
o que sinto de quem se convence
que sente vergonha de ser  reprodução de Narciso.
(Poupem-me um novo rumor, já inventaram o espelho pra que ir até o lago?) O cronômetro corre
e se bobear a gente morre (não afogado!)
sem sinal-fumaça do ópio
que só faz quem é apaixonado
por Ninguém.

Além de si próprio.

"êra boi, êra boiada"

Pai, põe teu cancioneiro Teixeirinha pra tocar no som do carro. Devoto de Santo Antônio, corpo fechado, é um quase morto (oportunidades não faltaram), teimoso vivo conservado em vinho Niágara: "só pra saborear" - dirias, estalando a língua. Filho teu não é descrente, fique tranquilo se isto te aflige, sou moço bom que faz o bem de todo modo e cada ato meu tem o desejo de acrescer ao espírito do próximo. Prometo que hoje vou fazer o sinal da cruz antes de dormir, quem sabe até eu não reze um pouco em gratidão, acalma-te que domingo que vem estarei na missa contigo, vou sentar do teu lado e te ouvir em padre-nossos sussurrados. Mas conversa comigo, pai? Só um pouco. Pede que eu te pague o que devo com milagres, ou que interceda por ti junto ao Deus que ficou meio bandido levando estrelas pra fazer brilho no céu de junho. Destino insólito me fez alma-luz antes do tempo, não te assustes, por favor, esperança existe pra ser usada pelo pobre que não sabe da riqueza que guarda. Ass…

jato-engined

Sou geminiano ascendente de hormônios. Um inferno astral minha faculdade de sociologia nada prática, e teórica é a praxe do nudismo. Gosto de fazer esportes aquáticos e músicas, por isso sempre molha as partituras, as partesduras. Sou de uma Legião, sou exclamação e já sei o que eu vou ser do jazz que canto aguado.  Tenho nefrite, sinusite, bursite, mas você só quer minha estética diet, hetero de pouca ética. Porque o Zeus homoprofético é paixão de Daniel, tudo foi como ele queria, metrossexual e pradaria pra descansar.
Ah, que grande bela geração de meninos e meninas presos, bêbados e chapados! Contravenções penais, bi-anormais e prenda-os! É isso? Encarcerando o que não dá certo, somos cheios de masmorras úmidas na nossa alma, é esse o karma que Allan não disse? Causa e efeito, case sem defeito, cante e deite, compra e vende, canse mas tente!
Eu piso em trevos de quatro folhas cinco bolhas de queimadura da chuva ácida. Poluíram meus pensamentos e fiz dos meus fluidos querosene combus…

AbroaBOCAdabra!

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Na ampulheta fico atento  a cada grão de arroz, feijão, de areia que desce - ou não -, como se fosse descer pela minha garganta,  como se fosse semente e  fizesse nascer uma planta  no meu dentro: abrO a boCa pra que saia; em flor em galho  e sombra e chá, frutos meus de mim.
Tenho tentado definir se sou predominantemente uma Emoção, ou predominantemente um Sentimento. Isso altera nosso campo de visão, perceber as coisas pelo olhar da vida útil, menos ou mais perenes. Fato é que sinto como se algo percorresse meu corpo e REfizesse todos meus movimentos, REpaginasse todo meu grande livro de capa azul e escrito dourado. Não sei o que é exatamente. Você já se sentiu "bom"? É assim que me sinto, tão diferente perceber que existe bondade em si próprio, parece até socialmente repreensível. Ódio é gênero mais natural, morte, guerra e sanções econômicas ao Irã no Jornal Nacional. Hábito de maldade, sabe?

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E quando funciona um, o outro pifa contraceno sem que nada me inspire
troco as pilhas e calculo pixels
pra uma apresentação de baixa resolução.
A foto e a fita de vídeo,
cenas de plágio e vertigem fingida. - Um figurante, ProtAGONIZANDO!

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A caneta termina quando o poema começa na tentativa de impressionar, pressiono a escrita vou rasgando versos, arranhando a folha pra sangrar de tinta alguma emoção.

[E eu tenho apostado nisso]

Não crio tragédias, faço finais. Os finais não precisam ser trágicos, é uma questão de escolha. 

Expectante

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O segredo está em não criar expectativas. Ato impróprio para viver a realidade plena. Se não foi como você esperava, pois aí está o problema: esperar. Faça já, que o surpreendente não ilude!  Nunca fui homem ideal para me localizar no espaço, sou desprovido daquela bússola comum aos pombos, sei tão somente voar e todo galho seco é parada apropriada às minhas asas pouco aerodinamizadas, todo poste de luz aceita barro e palha do meu ninho-cafofo sem vista para o mar. Estou indo à Patagônia, um tanto a sudoeste do sul - disseram-me -, migro de tempos em tempos com não mais que a  pressa pertinente.  É o querer de que algo aconteça, ou de que algo seja, conforme nosso desejo que alimenta nossas decepções. A vontade de tomar tudo para nosso controle lança o desânimo de nos percebermos joguetes do tempo, do destino e desses fatores variáveis que escapam da nossa compreensão imediata. Não tente trajetos alternativos quando o que se tem é somente uma parada obrigatória. Placa de  carga e descar…

Lida de Campo

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Aprumo o chapéu na cabeça, calça certa, justa e reta pra não atrapalhar na lida. Camisa de seus quadriculados claros e bolso esquerdo pra guardar o maço de tabaco. Pulo no estribo do potro e dou coice no vento quando assento no lombo. Cavalga longe, vento frio na cara limpa, no alto da montanha meu sol nasce e pelo descampado a geada mata o pasto novo. Já fiz a silagem do mês com o milharal de vinte hectares deste perder de vista, mas hoje em dia a máquina faz todo serviço, ao homem resta ter capricho de manter no seco e ver o tempo certo de trabalhar. Aprendi que o silo se faz trinta dias depois de a espiga estar propicia pra canjica, com o tempo a gente descobre o ponto certo de evitar o mofo no coração bom. Vivo aqui, porque todo mundo quer ser urbanizado, o campo veio dentro de mim: gosto do capim, de amansar cavalo, da minha caneca de lata batida tomando trago pra limpar o excesso de poeira do gorgomilo. Assim vai, ô se vai! Duas porradas na mesa, o povo se ergue e salta pra trás…

Betina Duray

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Uma lista de compras e outra de manias.
Peço pra que apareça aqui em casa, das 8h30min às 18horas, sem fechar ao meio dia. Passo no mercado antes e tenho de comprar pão, alface, tomate, cuca, aveia e danoninho - que não é para mim, claro. E falando em mercado, abriram dois ou três na minha cidade, do tipo grandão que vende em atacado, fardos de comida, porém me deixam atacada, fardos de estresse, movimentados demais. Aveia é bom para ir aos pés, gosto pela manhã com mamão e que a sogra me perdoe, mas vou sujar a porcelana do banheiro dela se eu comer. Última vez usei bom ar, cheiro de merda com perfume. Lamentei e constrangi. Vou comprar um daqueles aparelhinhos purificadores, só que daí é pra rinite e não pra fins escusos fecais. Aliás, "quiçá" caiu em desuso, alguém avise isso ao doutor professor da minha faculdade. Tenho pensado em mudar o curso para Culinária, cozinho mesmo nesse calor insuportável do trópico de câncer ou capricórnio - gravei essa geografia? Vou dormir, t…

Glaucia Sognante II

Surpreendeste-me e eu gosto de surpresas, como gosto de cerejas sem gosto e cerveja sem álcool. "Silêncio" repetido três mil vezes como mantra para dar paz ao meu espírito fugaz, para ser manta e amarra que estanca o sangue que jorra pela vértebra da hora e da veia aorta.
- Acreditas em pecado? - Não. O pecado é instrumento pra podar a ação humana diária, é invenção católica pra ver homens arrastando seus cadáveres de culpa, pesos inúteis que não acrescentam nem evoluem.
Fui induzido ou abduzido, porque tanto faz, e, não há o que se desculpar, não há nada de errado em estar vivo, ficar preso no crivo do deslize ativo do sentir. Mas o surpreendente é eu ficar sem saber o que dizer, sem que o pulsar saiba como fazer inflar os átrios e ventrículos de perigo, tremendo os dedos que escrevem medos que tive e que tenho. Porque no meio de tudo tu me revelas o Universo Inteiro que há em alguém que me lê, foi um sobressalto e nem bem percebi do que se tratava: de ti as coisas soam tão b…

Glaucia Sognante

Eu comigo, o Lírico e o Verídico. Estátua de Bronze e Fratura Exposta, respectivamente. E frequentemente um faz o outro de bobo e os dois riem sempre juntos, um ama cada qual sua realidade, suas mulheres e piedades. Glaucia que traga estirpe, que traduza ou misture o que ambos procuram e distinguem. Surgiu na história, criou estória e dança balet entre uma e outra abrindo janelas e gritando judiares pelos meus galpões. Por certo que eu seria bom partido - disseram-me -, se mais verídico e menos lírico, mas partido já não é completo, dividida ao meio não há política que convença. Minha ascenção contínua é queda livre libertina pra pureza conservada em mim, compro isqueiro branco pra acender cigarro light: pai de santo, um demônio meio sonso, tipo novo de interpretação. Aqui acolá tenho ânsia de te dar resposta-poema, Jurema que é árvore, Morfema é parte mínima de significação. Morfema é o vírus do computador da Jurema, mas Glaucia tem problemas com partes mínimas de significação. Radica…

Junto (s)

Leva-me ao chão, pela mão guia e ensina meus passos. Pernas ao sul - uma pós outra - sincronismo no gesto rumo de verso instinto de amor.
Terra tua é trajeto projétil teu corpo reto ao meu disparado certeiro.
Nossos elementos distinguem mas convivem tão bem. Estilingue te lança ao Céu e asa quebrada me traz ao solo, de todo modo em toda forma a salvação está no sentir e de ti vem gênero insone natureza disforme que asseguro de alma.
À Sonhadora. (Seção: escrever junto faz crescer a inspiração)

Color - ido

Parado, sinceramente não me movo porque me corto nos cacos dos seus copos não quebrados. Quem sabe seria prudente uma surra em você, sim, e que seus pais o fizessem, lesão corporal incrimina mesmo quando em alguém que não sabe usar vírgulas. Entenda que a mobília é meu caminho, ficam no meio, pois não tenho seus medos de empecilhos. Eu pulo Lisa, vou transpondo os obstáculos; por isso é que nem sei como seu Charles ficou assim tão estático, mas saiba que a mesa não vai tombar agora.
Ainda parado, e, sinceramente não me movo porque me corto nos cacos dos copos sujos com seu batom espalhados pela casa: sobre a mesa, pelo quarto na estante da sala. - E então, Lisa, decidiu se me espera? - Mas você não virá, você não move, você não vive. O que vai fazer agora? - Acho que vou morrer pra você, vou embora.
À Sonhadora. (Seção: responde quem entende a indagação)

Título não faz síntese de infinito!

Existe de ti em mim uma euforia voluptuosa que vem franca e cola em minha face riso esticado. Quem distrai é tu, enfim, refazendo tudo, desordenando mundos, pendurando quadros pelas paredes dos meus sonhos.
Não sei ao certo se tens cor, se tem tom o teu cabelo ou se és o espelho da beleza que cobiço. Desperdício é viver no frio sozinho, querer teu tanto de carinho, sem deitar no colo ou contar estrelas. De paraíso entendo pouco, - não duvide, Meus desejos são do inferno, quentes e não menos ternos que os dos anjos de escultura.
Já conheci mulheres vis, baronesas não, és a primeira por isso vem, vem faceira que te quero lisonjeira eu espero: te protejo do barulho te resguardo um pensamento te faço um amor novo.
À Sonhadora. (Seção: responde quem entende a indagação)

Amada - O início.

E no despertar, todas as vezes que o sol se pôr, faça-se o sentimento em torpor intenso a fim de que todo tormento tenha abrigo na penumbra leve.
Que os desejos e dores mortos e revividos, estejam escarnecidos na expressão da minha face.
Desejaria, é que contemplasses O horizonte se assolar em eco, Buscando - intrépido, não imaginário amor.
À Sonhadora. (Seção: responde quem entende a indagação)