(with me)

Nada de desagrado. Justifico aquilo que faço, que vivo, amasso ou trago, quando não, é porque tenho antes de pensar como fazê-lo. Meu amor é fruta que apodrece pelo centro, é tormento que atormenta quem recebe. Quero teu tudo, mundo com pó e desespero. Desenha nosso amor imundo na tela branca e deixa minha pele na tua unha atrevida. Engole, cospe-me que te penetro e escabelo, jorram os grunhidos e a perversão bem nutrida escala a parede do terceiro andar. Nossa morada é espaço apertado, quase a ti não abriga e um sobre o outro deslocando móveis pra chegar ao orgasmo. Tapete persa, pernas e tantas que são dois pares. Abajur que cai, beijos e tantos que são duas bocas. Roupa  rasgando, dedos e tantos que são de quatro mãos com paradeiro desconhecido. Tenho em ti meu livro favorito e toda a emoção desse tempo da conquista. Não quero amanhã, nem saber de desilusões, dúvidas e dos pretéritos imperfeitos. Teus problemas hormonais são meus e nossa violeta morreu de sede. A loteria é um jogo, apostar é um vício. Doença que degenera, bálsamo que restabelece a órbita dos nossos sonhos. Aceita-me pelo tempo certo.

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