Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2010

(with me)

Imagem
Nada de desagrado. Justifico aquilo que faço, que vivo, amasso ou trago, quando não, é porque tenho antes de pensar como fazê-lo. Meu amor é fruta que apodrece pelo centro, é tormento que atormenta quem recebe. Quero teu tudo, mundo com pó e desespero. Desenha nosso amor imundo na tela branca e deixa minha pele na tua unha atrevida. Engole, cospe-me que te penetro e escabelo, jorram os grunhidos e a perversão bem nutrida escala a parede do terceiro andar. Nossa morada é espaço apertado, quase a ti não abriga e um sobre o outro deslocando móveis pra chegar ao orgasmo. Tapete persa, pernas e tantas que são dois pares. Abajur que cai, beijos e tantos que são duas bocas. Roupa  rasgando, dedos e tantos que são de quatro mãos com paradeiro desconhecido. Tenho em ti meu livro favorito e toda a emoção desse tempo da conquista. Não quero amanhã, nem saber de desilusões, dúvidas e dos pretéritos imperfeitos. Teus problemas hormonais são meus e nossa violeta morreu de sede. A loteria é um jogo,…

Lucilla

O pior que há é estar inerte, é dispensar aproximação, calor, frio, nervosismo, choro e dança. O asilo na camada cinzenta que protege de tudo, que esconde do mundo. É furtar-se o direito de viver.

Da temperança

Imagem
Não mudo pra agradar ninguém - foi a cara que ela fez. Vi um riso esguio nos lábios e uma vontade macabra de esganar-me - audacioso! Todas as coisas são feitas de fumaça, levei tempo pra perceber isso, mas hoje sei levitar e aconselho assuntos que transcendem minha carne. Desconheço por que vim e prefiro não definir para não poder explicar. Você quer algo de mim? Não sou anjo de gesso ou jasmim de apartamento: não me regue nem me reze. Será que você pode ser mais objetivo, será que pode perceber que já estou pronta para viver uma história mais de amor?! Ela se inclina e respira, quase cansa da vida e já espirra da gripe. Ele some, sumo: todas as coisas são feitas de fumaça.

Tadeu, celebrating!

Por favor, não imolemos um cordeiro para festejo do meu nascimento como bem fariam os Romanos, sigamos os Gregos: na sutileza e misticismo que lhes cabia homenageavam a deusa Ártemis – rainha das ninfas, guardiã da pureza e da fertilidade -, fazendo um bolo repleto de velas representando a claridade da Lua sobre a Terra. Eu sou de Lua! Confraternizo e sobrevivo com o tesão ato-efeito: ver um riso aqui e um açoite do inesperado na próxima via. Tenho aversão a cardápio e variedades de licores, pois há um tanto de indecisão em mim que genuinamente pertence à boa parte dos geminianos. Resguardo-me picos de humor, abundância de amor e pigmentos de rancor bordô que na convivência aparecem reunidos.
Sou desvencilhado de estilo, meio torto vou variando fazes daquilo que visto. Quero gente que seja gente, de carne, osso e reclames, sem elevativos de estirpe fictícios, com dedos de graxa  ou roupas de gala, não importa, é o destino quem conduz. Acordo todo dia para angariar abraços, sirvo-me de…