Extremos


Permita-me esclarecer as coisas. Você é uma mulher estúpida, deprimente, idiota e repulsiva tanto quanto o maior canalha que visitou as arenas do sentimentalismo. Lamento não ter perdido, grifei, mais do meu tempo contigo, talvez pela razão de algum décimo oitavo sentido aguçado me alertar tamanha asneira. Hoje cogitei passear pelo plano público e maquiado da sociedade, ostentando minhas vergonhas e fracassos na mescla da estirpe de bem sucedido, devo deixar de fazê-lo? Cuspiria nos teus pés caso cruzassem meu trajeto, ignoraria teus dizeres caso adentrassem meus tímpanos, regurgitaria as piores percepções bem no centro da tua face e açoitaria com ódio visível tua carne imunda.
Que eu tenha sido claro e compreensível de modo como nunca fui. Não te submeta a uma conversa comigo, nem mesmo oriente teus pensamentos ao norte das lembranças que por ventura restaram de mim. Afogue-me na patente, desgaste-me na parede, pois de ti dispenso aproximação qualquer, coito, biscoito e engodos de uma vez por todas.

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