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Mostrando postagens de Março, 2010

Macega

Vou conjurar contra tuas dores E te conjugar na minha pessoa Tu és a que caçoa, a que zomba E tomba de risos do meu cortejo.
Ainda assim, Permita-me concluir a teu respeito Na medida em que, sem despeito, Abrires teus receios. Vem donzela anil, diz-me teus desejos, Oferta-me o seio do teu afeto puro.
Há sim desespero em sentir Mas deixe, o tempero haverá de vir Na tua pele, Na minha reza, No teu credo, Feito aposta cega Que acalenta desengano.
Ah! daninha em terra semeada, Nos panos amassados Tive os sonhos perturbados E eras complacência crua.
Perfurei outros espaços,
Consolei-me nos abraços
E até pensei em outros braços
Que não valeriam o dispêndio. Nos planos sussurrados Tive os prazeres aguçados E eras de outra Lua.

Do Mar

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Assim, compasso bossa nova esfregando tua derme na minha pra ver se tonaliza rosa.
Vou brincar de escorregador pelos declives do teu corpo costurar desejos descartar idade deslizar nas avalanches da felicidade. Tem de ser agora, antes de ontem ou desde o momento em que outrora já detinhas sentimento por mim.
Mas por enquanto permito que defendas minha causa, desnude minha vida corte minhas asas, e se em breve tempo agradar-te de outra demito minha alma, ressuscito meu carma e sigo só carne.
Enfim, sou isso, torto e poeta como tu: Na realidade de qualquer um na vida de todo mundo. Mas nunca estou presente, não perpassa minhas vivências e nem sequer escrevo, é o personagem que se narra. (Como agora: ele ama-te.)

Estudo acerca da Inter-subjetividade – Parte I

Relacionamentos Afetivos
(...) “Quem reconhece realmente quão longe a nossa geração se transviou da verdadeira liberdade, da livre generosidade do Eu e Tu, deve, por força do caráter de missão de todo grande conhecimento deste gênero, exercer ele próprio – mesmo que seja o único na terra a fazê-lo – o contato direto e a este não abdicar, até que os escarnecedores se assustem e percebam na voz deste homem a voz de sua própria nostalgia reprimida”. (BUBER apud GOMES, 2009, p. 5).
A leitura de artigos a respeito de Martin Buber, um filósofo, escritor e pedagogo judeu de origem austríaca, certamente nos desperta à reflexão e análise de nossos relacionamentos. O filósofo faz do seu texto um estudo antropológico e na mesma linha esbarrei com a obra de Fábio de Melo que dispõe sobre “o seqüestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa”, fazendo inclusive referências ao citado estudioso austríaco, temos, então, uma mescla interessante ao unir um autor de explanação densa e mais teórica com …

Dê-me seus motivos

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Entender é matéria complicada na haste da lança emocional, diante disso passei a perceber as pessoas pelos seus motivos e não mais por suas atitudes pontuais. Afinal, são os motivos que movimentam o mundo e configuram plenamente a qualidade de ser humano; as ações são conseqüência do que dispõe a resenha que o passado fez a nosso respeito e tanto mais do poder de analisar a conjuntura agindo de forma a dar voz aos nossos desejos mais velados.