Marimália Colminé

"Eu tenho febre, eu sei
É um fogo leve que eu peguei
Do mar, ou de amar, não sei
Mas deve ser da idade
Acho que o mundo faz charme..."
(Renata Arruda)

Deu de costas, improvisou um “até breve” e a partir de então nunca mais o vi. Foi outro de tantos, o conseguinte era sempre consolo do anterior e todos foram histórias incompletas de afeto. Eu os amei, vivi o mundo de cada um da forma mais intensa que me permitiram, com a entrega mais farta que pude. Foram tolos que Gostavam pela metade e estavam ainda aprendendo a fazer amor, que marcaram meus espaços com sua presença e quando partiam me obrigavam a preencher um triste imenso vazio colorido com mais outra companhia em preto e branco.
Sim, o problema sou eu que não sei viver o tempo da dor e nem o tempo de coisa alguma, porque minha vida é regrada por imediatismos que se tornam passado insignificante tão logo o puramente novo me arremate. Hoje tenho amigos perambulantes nas vias da insanidade social que me apresentam vícios legalmente aceitos e amenizam dores da meia-idade, mas quando estendo o braço e toco o travesseiro ao lado... só a fragrância e os lençóis amassados.

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