Rato

Thiago Almeida
Chove agora, amanhã alaga e depois é sol na cara. Despido, inteligente e corrompido faço o tope como uma criança que ainda não aprendeu amarrar o próprio calçado. De ruim não passa, o além é descaso com a própria sorte. Homens e mulheres, respeito, amor, indecência, verdade e sempre a história fica pela metade, e sempre alguém interpreta errado e o Sempre é uma contingência de desocupados. Acordo e ligo o rádio, ensurdeço minha seriedade. Eu não sou réu, sou rato, mas se por pecados maiores não me mato, sobrevivo desolado o tempo da compreensão. Debruce em mim só a expectativa da mudança. A partir daqui não respondo ciente, pra que ficar perguntando? E sim, adoro biscoitos de amendoim.

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