Volúpia



Meu corpo estremece e faz prece pra que me inunde de êxtase. Quero o prazer mais puro que houver e decido somente pelo espumante, pois do resto sou entregue. Estou ereto, meu sangue corre quente, minhas pupilas se dilatam e se outros vissem diriam que certamente me encontro abstinente de algum vício ilícito. Costure sua pele na minha, não saia sem avisar. Borde seu nome na minha nuca, deixe o riso na face. Durma com meu travesseiro de penas de ganso, mas não se ausente do meu lado. Fique com o ouro, os diamantes e a promessa da auréola, o que eu preciso é de você enrolando os lençóis amassados, abafando grunhidos e atirando peças de roupa pelos cantos de toda a casa.

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