Nathalia



Vou deixar que morra em mim a saudade que alimento,
O vento forte e o tormento que movimentam as flâmulas
Içadas no convés da minh’alma.
Permito que seus olhos não encontrem mais os meus
Onde seus suspiros ficarão sem motivos aparentes
E sua dor será desconhecida pelos homens.
Esticarei as amarras desse Monstro silencioso,
Vigiá-lo-ei em noites e dias que for incompreendido
Ou dito, por suposto motivo, algoz da liberdade.
Mas serei inventor de uma nova ciência
E desbravador dos segredos da alma.
Irei encontrá-la, por força então compreendida,
Na dimensão d’outros tempos de lembranças.
Renasceremos nas carnes de um novo mundo
Encontrados lado a lado: monstros, flores e amores.
Seremos obra inacabada no deleite da evolução.
Deixarei que se faça o Efeito de minha Causa
Em direções independentes de locais incogitáveis, posto que,
Constatastes haver vida inteligente
Na pluralidade dos mundos habitados.
Mencionarei que nossos espíritos se despem e
Encontram-se sem que saibamos da seresta aos cometas.
Abrigue meus dizeres,
Acaricie seu sigilo e cante um ninar. Até.

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