Ao desnorteio


E então, do tempo fez-se o momento...


“O cachorro fica latindo dos espíritos bêbados que rondam a bodega onde José toma uma cerveja. A dezoito não fuma, desde o último gole não bebe, tudo por uma vida saudavelmente prazerosa. Chuta o gato mecânico da frente da porta, inspira o ar poluído do fusca marrom, enferrujado e sem pneus, tropeça e quebra os dentes, rola e espeta um prego na nádega, dá um grito e lhe caga, o pombo, na boca.
Assim, logo senta-se no canteiro de maria-sem-vergonha e assovia uma canção de Vinícius de Morais, enquanto vai passando o lotação das seis.”

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