il Prete Rosso



Ah, tranqüilize-se, não vou chorar
No entoar da Clássica Música.
Dança a Alma, criança da certeza,
E movimenta a mão na brincadeira
De entortar a melodia perfeita.

Vivaldi que me perdoe,
Os esboços orquestrais
À “Las Cuatro Estaciones”.
Antônio Lúcio que renasça
No quatro de um Março,
E novamente faça
Mais setecentas e setenta Obras
De concertos e óperas.

Fico corpo flutuante, tal qual nau européia
Desbravo, navego, levito, sinto
As notas adentrando em cada poro
Do tecido epitelial musical.

Mais de trezentos anos na imortalidade
Pedem uma reverência congratuladora espectral.
Das gôndolas de Veneza
Acena “il prete rosso”,
O do tardio Barroco em sinfonias.

Comentários

  1. Que lindo comentário você deixou na minha torre, Tadeu!

    Muito obrigado! Me sinto feliz demais com sua presença. Os seus escritos são de profunda sensibilidade. Parabéns! Parabéns! Tão jovem e já com a suavidade da poesia correndo nas veias!

    Te espero mais vezes por lá! Porque eu voltarei sempre aqui. Pode ter certeza!

    Um abração forte.

    Pedro Antônio - A TORRE MÁGICA - www.atorremagica.blogspot.com

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  2. muito obrigado!
    fico feliz pela sua presença tocante à arte, ao amor.
    venha sempre que desejar, estarei poetizando, narrando ou dissertando história, filosofia e vida cotidiana, com a pitada de devaneio que não é dispensavel.

    Serei atencioso no vislumbrar do alto de sua Torre, certamente.

    Abraço.

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