Festeje a Vida



Eu estava de passagem naquela escola, algum assunto de praxe pra ser concluído, creio, quando a cozinheira colega de minha mãe me chamara pra que eu escrevesse uma homenagem, simples assim, assim do nada. Pois bem, deveria estar pronta dali a vinte minutos, deveria ser breve para ser lida em um culto e também fazer menção a força Divina que cura pleno um câncer. Eu o fiz, e pude assistir no noticiário uma rua ser fechada para suprir o espaço do bolo que perdia-se da vista...

“Há, sem duvida, alguma força inigualável que conforta e cura, força esta que se manifesta nos corações daqueles que crêem em uma bondade infinita. Se houver a duvida, Deus trará a certeza, se houver as trevas, nascerá então a luz, e não a nada que não possa ser feito pela sabedoria sem fim.

A mais ou menos cinco anos uma mulher descobrira um problema de saúde, diga-se de passagem, nenhum pouco simples, uma maleficidade mórbida. Poderia ela ter desnorteado-se em desespero, esquecido o dom do amor que glorificava sua vida, contudo não o fez, pelo contrário, persistira na sua fé inabalável e ainda prometera que aos seus 50 anos, completamente curada, partilharia com qualquer um que fosse, sem distinção alguma, sua doce vida em um bolo de 50 metros.

Hoje é o dia, estender-se-á a mão dizendo: “sacie-se com a prova da fé, este é alimento que provêm do Divino pelas mãos da mulher persistiu em crer”. E cada passo dado daqui por diante será mais veemente, cada abraço terá maior sinceridade tal qual cada palavra pronunciada no testemunho da superação.

Parabéns, que hajam dias ainda melhores para serem vividos.”

De toda ternura e admiração a homenagem nas palavras daquele que talvez nunca venha a conhecer.

Menino sem rosto, menino pronúncia.

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