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Mostrando postagens de Agosto, 2008

O Diálogo

(Liberdade pra Escolher a Embalagem - II)

“Digo:
Tens tempo?
Sente aqui, agora,
conte-me seus sonhos
(seus segredos)
Por hoje não serei teu homem
Somente um ouvinte entusiasmado
Que busca no som feminil de uma voz
As respostas justificativas de ações incompreensíveis.
Discorra teu passado
E chore se verterem as lágrimas
Diga-me teus planos, onde você pretende estar
Dormindo daqui a cinco anos?
Não disfarce nada,
Sei bem mais que imaginas
Ponha-me disposto a mostrar tudo que sou capaz
Eu sou um fantasma coberto por um lençol
Espectro dependente dos sentimentos humanos.
O namorado,
Peixe,
Peixe de água doce!
perfeito na brasa acompanhado a vinho branco..”

‘™

Do ato de Escrever

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Escrever é uma necessidade fisiológica, como ir aos pés, lembro do meu pai com essa expressão substitutiva do defecar. Faz frio por aqui, frente a essa tela; interessante que as letras surgem sem medo nesse papel protótipo branco e hostil, assim, como se tivessem ensaiado uma dança de acasalamento, vão aglomerando-se aos poucos na parte superior e conforme as batidas do coração do poeta crônico e cronista, elas aumentam no volume, e mais, e mais, até que um parágrafo exploda e faz o último ponto na costura do primeiro retalho, que era a primordial idéia libertina.
Agora as coisas mudaram, então não mais livre, ali está, presa no papel e amarrada ao corpo do texto, toda a vivência louca de associação dissociada com dizeres e visões sem nexo e tortas, é passado. Pense por hora, santo deve ser o ponto, ou poderoso devo dizer? Discussão alguma vai além de sua barreira baixa e tênue, e na tentativa do além, tropeças e cai.
O incrível, porém, em escrever, é o dizer tão moldado e esbelto, cur…

A Lua se escondera da Visão da minha Janela

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(Liberdade pra Escolher a Embalagem)

Namorada?
sim, moça a quem se namora,
mas saibas tu
que ainda não sei o “ser” namoradeira
disseram-me aquela de muitos namorados
contudo não pense num flertar contínuo
seria, pois, namoricar, namoriscar.
Prefiro que
(quando (e se) lembrares deste que poetisa as visões da data)
me remeta ao peixe,
Namorado, perfeito na brasa acompanhado a vinho branco,
E deixe o inspirar e cortejar do amor
Com os galanteios impróprios, dos
Determinados homens enamorados..

Hoje, inebriados muitos foram a floricultura
(gostaria de investir na cultura ambiental capitalista)
Apaixonados fizeram sua homenagem
E credes, não há nada mais belo
Que o resplandecer continuo de sorrisos
Nessa atmosfera sentimental confortante ilusória,
não há dor que não se suporte ou vergonha que não se enfrente
pelo eterno momento de amar,
é o tornar-se dono dos segundos
comparar-se ao criador dos mundos
e o mais puro dos seres..

Entretanto se demasiada perversa fores tua mente
Não enfeite tanto o sentimento
Entupin…

Dia de Capitão Rodrigo

Sabes tu, aqueles dias de moleza, quando o ar paira pesado e frio no teu redor, e sentes o corpo atiçado ao chão por gravidade superior a de Marte? Assim sinto-me hoje, burlando as leis do bom animo. Recém começara a chover, fiz um escuro artificial, abri a braguilha e resolvi – para ir contra a monotonia das horas – escrever isto, antes, até tentei fazer alguns downloads, mas não obtive muito êxito.
Receio que hoje seja um dia perfeito aos vagabundos alegres e cafajestes de violão desafinado, às laranjas podres do quintal e especialmente ao pé de limão que quebrara ao meio e fora mal podado no “ajeite” de pouca força destes meus braços, limitados a utilizar somente o suficiente para baixar as letras do teclado “Black”, e acariciar a lisa pele feminil, por um momento cogitei a hipótese de talvez o serrote ser preguiçoso já que o facão (dentuço) conseguiu solver facilmente a problemática; enfim, coisas de jardim..
A noite vem entrando pela janela, abri-a a pouco para escutar melhor o so…