(ele sabia voar)



Eu, olhos fechados...
Sentia-o do meu lado,
observava-o até,
sem nem haver o impecílio de minhas pálpebras baixadas,
lembro, ele usava um casaco marrom claro
e seus cabelos
os poucos que restavam,
eram, esbranquiçados, completamente
deixava pender à sua esquerda
o cachimbo esfumaçando,
Enquanto sua mão direita de pele escurecida
repousava sobre o cabelo do neto quase desconhecido
e num poderoso e dócil
tom rouco do homem que muito viveu,
dizia: “bom menino...”
Mas logo ia embora
sem sair do meu lado
e ficava seu nome
como confortante e constante
pronuncia da minha mente.
“Eis o único homem que fez
a branca parafina
que pinga da vela inflamada
não chegar ao chão.”

‘™

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