Pipa, Pira



Nunca brinquei de pipa,
será que já fui criança um dia?
alguém me olha?
quando eu piro?
faz dois dias que não faço novos amigos
e não tento abrigo no desânimo..
vem aqui, escuta
o eco do sussurro,
caramba que escuro!
que fatiga.. que moleza...
acorda!
sim! onde, quem?
Ontem,
ali, depois da curva para esquerda,
logo na frente a direita
debaixo do nada
encontrei um pequeno
girassol amarelinho..
pobre de Manuel Bandeira
poeta a celebração das cinzas..
ele nasce e morre todo dia
e amanhã ele vai semear
e vai celebrar o sol que nasce na neblina do dia materno
ele o girassol, ele o Manuel
visinho português,
cabelo ajeitado
camisa listrada
seu Manuel, tem pão fresco?
girassóis...
Dona Florisbél, tem não, acabo o fogo.
o fogo!?
o fogo não! a lenha..
Nasceu e morreu, girassol..
Minha ama de leite
negra velha, eu não quis teu peito
não quis o bico em quatro de junho
como chovia! aonde se ia?
prefiro logo caminhar..
Pula, pula, pula!
girassol.. vai sol.. sol vai.. Wilson..


"Estranho é pensar
que o bairro das Laranjeiras
satisfeito sorri...
continuar aquela conversa,
que não terminamos ontem.."


"Veja e Leia", "istoÉ"
se assim quiser..
Girassol?
seu Manuel!
Bandeira de Portugal?
calor desumano do corpo humano que por hora não me pertence..
capuccino ou expresso?
açucar?


quero brincar de pipa..
Pirei!

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