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Mostrando postagens de Junho, 2008

Véspera do Acréscimo

Eu insisto!
Que barulho foi esse,
Quebraram um prato?
Dane-se!
Mas cuide com os cacos..
O que você quer de mim,
Minha camiseta, a receita do bolo inglês,
Conselhos pra francesinha espevitada,
A loira pervertida, a esposa infeliz?
Dane-se!
Cole os cacos..
Vais comprar uma casa,
Não diga?
Sim muito bom,
terno homem esperto..
Pretendes dormir na casa do cão?
Dane-se!
Sai Caco..

Esperei

Preparei a janta, comprei o vinho
e acabei dormindo no sofá
sem que a campainha tocasse.
Acordei e fui comprar jornal de pijama
derramei café na cama,
troquei o lençol, lavei-o
a loça também.
Tranquei a porta, pulei a janela
comprei flores, pra distribuir na rua
tomei chá de hortelã
escrevi algo pelo hábito.
Vodka!
caí da cadeira,
contei minha vida ao Fulano de Andrade
(poucos sabem tanto)
- ele me mandou à merda!
Dormi lavando o rosto na pia,
e assim é todo dia..
Quem disse que a noite é feita pra dormir?
eu quero é fazer fotossíntese!

Como me senti hoje?
cortado.

Come Share My Life.

("Venha partilhar a minha vida" )
Um coração? Eu não preciso disso pra viver, nem desse líquido vermelho que perpassa minhas veias com minhas dores e dúvidas, não preciso! Eu sou alma pura, sem carcaça epitelial, sem costelas e serem serradas, eu não preciso desse órgão furado, nem dessa prova de fé, não preciso mais ser poeta, dane-se a arte e o mundo sedento, fechem esse vazio em mim, essa falha não humana, eu não preciso disso!
Posso correr, nadar não sei, fugir do conhecimento da prótese de vida, tudo estava tão bom, porque a harmonia se perdeu na esquina? Não me venha pedir opiniões sobre o surgimento da espécie, nada sei! E também não quero consolo agora, depois de, desatento, bater nesse iceberg. O que é da Gestão Financeira perto da Medicina, confiar em quais mentecaptos neoliberais? Eu não preciso disso!

Futuro, já não sei, já não sei se haverá entusiasmo ou dinheiro suficiente, vestibulares ou viagens, já não sei.. Parece-me que voltaram os janeiros traumatizantes, vo…

Insanex, Flex, Um Ponto Oito

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Destrógiro, levógiro
acho que fui bem..
Vou estar, sala, estar de
paixão, convincente, não de
dinheiro, compra, papel de
higiene, dental, escova de
vaso sanitário!
Amanhã mando um beijo pelo rádio
e você, já andou de trem?
Fique perto da antena pra pegá-lo
prefira os bancos da janela
pegue com vontade
mas não aperte demais
O beijo.

Ponto!
dois a zero pra mim!
Deixa que te ensino a manha
numa manhã de sol
parque, diversão de
criança, ferida, algodão na
boneca de, vó, pano da
camisa, social, evento de
Aniversário!
Sim, dia quatro do sexto mês
espect – ativa! Influência dadaísta..

Vem, ultimo feriado
Eu sento no banco encantado
que é meu sofá acabado e desconfortável
e descanso a coluna, do jornal
leio uma matéria, nádegas
de interessante, lembrei de um ex-colega agora.
Planos geográficos pra domingo
Estuda, estuda!
A vida é uma andorinha que voa de cabeça pra baixo
E defeca pra cima.
Como é que eu troco de canal?
De maduro vai ao chão,
(mama) Mamão! (deira)

“Guardai vossos Muiraquitãs”

‘™

Pipa, Pira

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Nunca brinquei de pipa,
será que já fui criança um dia?
alguém me olha?
quando eu piro?
faz dois dias que não faço novos amigos
e não tento abrigo no desânimo..
vem aqui, escuta
o eco do sussurro,
caramba que escuro!
que fatiga.. que moleza...
acorda!
sim! onde, quem?
Ontem,
ali, depois da curva para esquerda,
logo na frente a direita
debaixo do nada
encontrei um pequeno
girassol amarelinho..
pobre de Manuel Bandeira
poeta a celebração das cinzas..
ele nasce e morre todo dia
e amanhã ele vai semear
e vai celebrar o sol que nasce na neblina do dia materno
ele o girassol, ele o Manuel
visinho português,
cabelo ajeitado
camisa listrada
seu Manuel, tem pão fresco?
girassóis...
Dona Florisbél, tem não, acabo o fogo.
o fogo!?
o fogo não! a lenha..
Nasceu e morreu, girassol..
Minha ama de leite
negra velha, eu não quis teu peito
não quis o bico em quatro de junho
como chovia! aonde se ia?
prefiro logo caminhar..
Pula, pula, pula!
girassol.. vai sol.. sol vai.. Wilson..
"Estranho é pensar
que o bairro das Laranjeiras
satisfeito …

Lunário

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Nem sei pr’onde vou
Aqui, ali, lá,
Não sei...
Fazer ritual
Ritual? Senhor nosso!
Então melhor pegar algo pra comer
Que logo vamo-nos.
Mas Sabe,
Percebi que sorriem demasiado
Face da alegria que não se permitiram em anos
E chegam num festejo de gritos
E despedem-se da mesma forma
Acho que, Liberdade...
Pois sim, é belo.
Sentaram próximas do meu estreito acento
No ônibus sacolejante
Duas mais com hábil manuseio de cordas
Por fim acabamos conversando a respeito da gaita de boca..
Acredite, enfim
Chega-se na pureza atmosférica
A incomunicabilidade é o preço,
Observe a água, filete em pequena cachoeira
As pedras, que se evaginam perigosas
Folhas, flores, frutos..
Lua Cheia!
A de maio, dizem ser o permear energético mais intenso
Tem-se também o admirar mais profundo já feito:
Pra ela dançou-se ciranda
Purificados foram todos, “podem gemer” diziam elas
E não era ato profano como sugere
Era transporte energético,
Sentindo-se apenas para compreender.
Pulemos alguns fatos
Até o momento de estar na sala
Pedem, “e a ti, o que mai…

Vida louca, vida.

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(As andanças de um garoto que não entende das coisas abstratas do mundo/CEBS/Missão, Ecologia)
Hoje eu descobri,
Que sou tremendamente ridículo,
e um sorriso sarcástico abriu-se na minha face.
Eu falei a poucos grandes homens:
"Eu te Proponho.."
e garimpei sonhos, em novos olhares
quase comprei uma boina
feita pelas mãos artísticas,
da mãe de um garoto que respira a arte..
Poderia hoje até ter dançado sobre a mesa,
e despido minh'alma..
Sentia-me tão jovial,
mas bem ao fundo um ponto luminoso irradiava um filete de tristeza..
"Saudade existe pra quem sabe ter"
compra um caminhão pra mim,
eu quero ganhar o mundo pai!
E os girassóis eu plantarei antes de setembro, pois nem sei se vou sobreviver a ele..
Ah menino, da cá um abraço vai!
pronto passou, passou..
agora dorme, que logo o sol nasce de novo
e tudo vai ficar melhor e menos doloroso com o tempo..
homem não chora,
homem não chora,
direitos iguais,
devemos agir,
posição definida à respeito,
ninguém vai admitir seu egoísmo natural..
Dorm…

Abra (abril) uma janela, tem um precipício sob ela.

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Agora cuspa!
Cuspa fora esse recalco, ciúme doentio
Ensaboa a atmosfera fétida e gordurosa
Limpa todo esse contexto desalinhado,
Molhe os lábios..
O coração parou, mas a música não
O corpo ainda acompanha num dançar contorcido.
Daqui a pouco eu vou lá fora conhecer quem já conhecia
Indago porque sabem meu nome, porque devo lembrar dos seus?
Será que tudo termina descendo uma rampa, a cantar “Ana Julia”?

Tem gosto de comida natural
No sentido pornográfico da frase,
(Pois homens de terno são os que mais falam bobagens
Suas bocas ricas e mentecaptas são o despejar puro de coliformes fecais verbais)
E ainda tem sementes de gegerlim como uma espécie de cobertura,
Deve ser uma massa de pão, com o complementar da cevada.
E já que citamos a comida, no sentido de sentir
felizes devem ser as papilas gustativas
Sempre a apreciar aquilo para que nasceram
Um viver metódico, monótono e sem aventura
A não ser que a língua venha a ganhar uma mordida de bocas familiares,
Ou não.
Posso dizer, ainda assim, que valeu a pena,
D…

Palavras Apenas..

“A arte, de modo geral, é uma forma de protesto contra a morte.”
Lembro de ter lido certa vez em algum lugar.. Pequeno seja o estímulo emocional, de revolta, perplexidade ou afeto, sinto uma necessidade inquestionável de escrever algo, e guiado por um automatismo psíquico voluntário vou deixando os fatos crescerem livres e aleatórios nesse papel mecanizado. Sabe, por vezes nasce um poema a versos brancos interessante, contudo alguns com nem tanto êxito, mas indiferente à estética sei que há frente a mim um registro, artístico suponho, e aí está o meu protesto pessoal.. Paulo Coelho já propunha em sua obra: “Escreva. Seja uma carta, ou um diário, ou algumas anotações enquanto fala ao telefone – mas escreva. Escrever nos aproxima de Deus e do próximo. Se você quiser entender melhor seu papel no mundo, escreva (...)”. Pode ser de forma simples, sem demasiados surtos imaginativos, porém não tenha medo de explorar os cantos escuros de sua personalidade, ponha no papel seus planos malignos, sua…